É do conhecimento geral que a prática de actividade física traz inúmeros benefícios para a saúde. Sabe-se também  a importância que tem na prevenção, no desenvolvimento e na manutenção tanto na obesidade como nos diversos distúrbios da saúde.

 O exercício físico proporciona uma enorme paleta de benefícios para o perfil de saúde de um indivíduo assim como a redução do peso corporal. Também promove uma redução significativa da gordura corporal, aumento da taxa metabólica basal, mobilização acelerada das reservas lipídicas. Verifica-se também o aumento da capacidade aeróbica e de trabalho. Promove a regulação do apetite, alterações benéficas nos padrões alimentares, melhor imagem e expressão corporal e maior integração social. 

Além de ter efeitos positivos sobre a pressão sanguínea, níveis de colesterol sérico e glicémico e função cardiorrespiratória. Destacando a importância da melhoria da função cardiorrespiratória, esta tem uma relação inversa com o risco de ocorrência de doenças metabólicas. Desta forma, o exercício físico induz alterações transitórias no sistema biológico. Neste sentido o exercício moderado (menor que 60% do VO2máx) parece aumentar os mecanismos de defesa orgânicos. Todas essas mais-valias têm vindo a ser demonstradas a diferentes níveis, não só físico mas também psicológico. Tem uma influência muito grande a nível preventivo. 

    A pressão arterial é composta pela pressão sistólica, a qual mede a tensão do sangue contra as paredes arteriais durante a contracção ventricular e a diastólica. O que indica a facilidade com que o sangue flui das arteríolas para os capilares. Uma pressão dita normal é de 120 / 80 mmHg, sendo uma pressão de 140 / 90 mmHg caracterizada como hipertensão. 

No entanto, a pressão arterial é a função mais instável no nosso organismo. Esta tem demonstrando consideráveis variações durante determinadas horas do dia. Tais como estímulos mental e físico, além da influência da idade, género e raça. A hipertensão arterial é uma doença crónica e o seu desenvolvimento depende de vários factores. Por exemplo a hereditariedade, hábitos alimentares, stress, sedentarismo e obesidade. Sendo que a prevalência de hipertensão em pessoas obesas é 2,9 vezes maior que em não obesas. 

Isto justifica-se, parcialmente, pelo facto de indivíduos obesos apresentarem hiperinsulinemia periférica, a qual aumenta a absorção de sódio e consequente volume sanguíneo. Observa-se também uma maior resistência periférica e maior trabalho cardíaco, com aumento da contractilidade cardíaca, proporcionando a sua hipertrofia. Este aumento no trabalho cardíaco ocorre justamente para vencer a resistência periférica aumentada e para conseguir sustentar e movimentar uma maior massa.

 Não obstante, deve-se ter muito cuidado com a hipertensão, pois é assintomática e pode resultar em insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, danos na parede arterial, processo aterosclerótico, apoplexia (acidente vascular cerebral), trombose cerebral, doença renal e retinopatia. Assim, a hipertensão, quando não tratada, aumenta o risco de morbidade cardiovascular e morte prematura.

  A prática de exercício físico reduz o stress fisiológico, diminuindo a frequência cardíaca e a pressão arterial de repouso. Pessoas com hipertensão arterial que se exercitam regularmente podem reduzir para metade a sua taxa de mortalidade. Indivíduos com um nível maior de aptidão física que demonstrem índices mais elevados de força/resistência muscular apresentam menor fadiga localizada e menor aumento da pressão arterial. Isto  quando submetidos a esforços físicos de moderada intensidade. E ainda, indivíduos mais activos fisicamente apresentam uma menor prevalência de hipertensão.

Estudo da Associação Americana do Coração

Um estudo recente realizado pela Associação Americana do Coração veio comprovar mais uma vez aquilo que já se sabia. Quando mudamos o nosso estilo de vida conseguimos reduzir ou mesmo evitar a toma de medicação para a tensão arterial. Participaram 129 homens e senhoras com pressão arterial de 130-160 / 80-99 mmHg que aleatoriamente foram separadas em três grupos. No primeiro grupo foi-lhes alterada a alimentação com enfase nas frutas, legumes, lacticínios com baixo teor de gorduras. Também restrição de doces, sal e carnes vermelhas. Tiveram aconselhamento comportamental assim como actividade física supervisionada três vezes por semana. No segundo grupo alterou-se apenas a dieta e no terceiro grupo as pessoas mantiveram o estilo de vida que tinham sem alterações.

 Os pesquisadores chegaram à conclusão no final das 16 semanas de estudo, que apenas 15% dos que tinham alterado o estilo de vida necessitavam de medicação para a tensão arterial alta. Todos os outros baixaram em média 16mmHg sistólica e 10mmHg diastólica, também perderam em média 19kg.

Portanto é seguro dizer que alterando o estilo de vida, ou seja, corrigindo a alimentação para padrões o mais perto possível de alimentos de verdade, um sono adequado e reparador, uma boa gestão de stress e a prática de actividade física regular e adaptada, corre-se o risco de não ser necessário a toma de medicação para a hipertensão. O caso poderá tornar-se mais grave quando sabemos que o uso de alguns Betabloqueadores está correlacionado com o aparecimento de algumas patologias tais como a diabetes.

A minha Conclusão

Pessoalmente sou da opinião de que devemos fazer de tudo o que está ao nosso alcance para nos precavermos. A prevenção é e será sempre o melhor remédio. Pratique Exercício de qualidade, Nutrição Funcional, deite-se o mais cedo possível num ambiente de total escuridão e pratique Meditação.

Diga-nos o que acha deste assunto e o que tem feito para se prevenir.

Bem Hajam

Álvaro Anjos

Referências:

Link;

https://newsroom.heart.org/news/lifestyle-changes-reduce-the-need-for-blood-pressure-medications

http://www.academia.edu/4584350/Exerc%C3%ADcio_f%C3%ADsico_e_sistema_imunol%C3%B3gico_mecanismos_e_integra%C3%A7%C3%B5es

http://www.efdeportes.com/efd155/a-atividade-fisica-como-prevencao-de-enfermidades.htm

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17920367

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